Antes de desenhar, escutamos a casa.
Atelier de arquitetura de interiores sediado no Porto. Trabalhamos a partir do que já existe — estrutura, luz, materiais — antes de decidir o que vem a seguir.
O nome
Veio é a linha que atravessa a madeira, a pedra — e o nosso método.
Em 2014, ao abrir um armário embutido numa casa de 1932 no Porto, encontrámos um lambril de castanho escondido sob três demãos de tinta. Chamámos-lhe veio — a marca que revela a história de um material antes de decidirmos o que fazer com ele. Desde então, é a primeira pergunta em cada projeto: o que já está aqui?
Conhecer a história do atelier →Como decidimos, na prática
Três princípios que mudam o desenho, o calendário e o orçamento de um projeto — não apenas o discurso.
Começamos pelo que já existe
Antes de qualquer esboço, fazemos um levantamento de dois dias no local: estrutura, instalações e materiais originais. O projeto começa duas semanas mais tarde do que uma proposta feita a partir de fotografias — mas evita o erro mais caro em interiores: desenhar um espaço que ainda não se conhece.
A luz decide o layout, não o mobiliário
Fotografamos cada divisão de duas em duas horas, num dia completo, antes de posicionar uma única parede ou peça. É por isso que, muitas vezes, a sala fica onde a planta original tinha o quarto — porque é ali que a luz da tarde entra.
O prazo inclui a demora dos materiais
Madeira maciça e pedra natural têm tempos de fornecimento reais — entre oito a catorze semanas. Incluímos essa espera no calendário que entregamos, em vez de a esconder até à obra começar. É um prazo mais longo do que a maioria promete à primeira reunião. É o que se cumpre depois.
O atelier
Fundado no Porto por Marta Coimbra, em 2014.
Uma equipa pequena, de seis pessoas, ativa desde 2014, que acompanha cada obra semanalmente — do primeiro levantamento à última demão. Sem departamento comercial: quem desenha o projeto é quem o acompanha até à entrega das chaves.
Conhecer a equipa →Comece um projeto



