Atelier
Chamamos-lhe veio.
A linha que atravessa a madeira ou a pedra e revela a sua história — e o nome do método que usamos desde 2014 para desenhar casas a partir do que já existe nelas.
Origem do nome
Uma parede aberta, em 2014.
No primeiro projeto do atelier — a recuperação de uma casa de 1932 na Ribeira do Porto — Marta Coimbra mandou abrir um armário embutido na sala. Por trás de três demãos de tinta creme, encontrou um lambril de castanho intacto, com o desenho do veio da madeira ainda visível sob a poeira.
Ficou o nome — e ficou o método. Veio é a linha que atravessa um material e conta a sua história antes de ele ser trabalhado. Em vez de desenhar sobre uma folha em branco, o atelier passou a começar sempre pela mesma pergunta: o que é que esta casa já sabe, antes de decidirmos o que lhe fazer a seguir?
Não desenhamos a partir de uma folha em branco.
Cada projeto começa com um levantamento de dois dias no local — luz, estrutura, materiais existentes — antes de qualquer esboço.
Usamos o que a casa já tem
Soalhos, cantarias e tijoleiras originais são avaliados antes de qualquer decisão de demolição. Preservar custa, em média, menos 12% do que substituir — e mantém uma casa que nenhum catálogo consegue reproduzir.
Fotografamos antes de desenhar
Um dia inteiro de registo fotográfico, de duas em duas horas, em cada divisão. Só depois desenhamos a disposição das divisões — mesmo quando isso contraria a lógica da planta original.
O calendário inclui a espera real
Madeira maciça e pedra natural têm prazos de fornecimento de oito a catorze semanas. Esse tempo entra no calendário desde a primeira reunião — não é descoberto a meio da obra.
Fundadora
Marta Coimbra
Arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, fundou o atelier em 2014 depois de seis anos a trabalhar em recuperação de património na região do Douro. É essa experiência — trabalhar dentro de estruturas antigas, com as suas irregularidades e histórias — que definiu o método do atelier: entender primeiro, desenhar depois.
Hoje lidera uma equipa de seis pessoas, entre arquitetura de interiores, desenho técnico e acompanhamento de obra. Continua a assinar pessoalmente o levantamento inicial de cada projeto.
Desde 0, o atelier já concluiu 0 projetos, numa área média de intervenção de 0, com uma equipa de 0 pessoas.
Trabalhar connosco